Data: 25/01/2022 10:53 - Alterado em: 11/08/2022 13:48 / Autor: Redação / Fonte: Itaú Cultural

Programação Itaú Cultural Play

Itaú Cultural Play apresenta minimostra de filmes emblemáticos protagonizados por Tônia Carrero


Na sexta-feira dia 12 de agosto – um dia antes da abertura da Ocupação Tônia Carrero –, a Itaú Cultural Play coloca em cartaz minimostra de filmes emblemáticos da carreira da atriz no cinema. Ela permanecerá no ar até fevereiro de 2023. A curadoria da plataforma selecionou três filmes representativos de seus primeiros passos como uma das grandes intérpretes do cinema brasileiro. Em especial, a seleção reúne obras produzidas pela Vera Cruz, o estúdio paulistano que alimentou o sonho de um cinema industrial brasileiro. Neles, Tônia Carrero brilha em papéis dramáticos e em uma saborosa comédia romântica. 

Em preto e branco, as três produções datam dos anos de 1950. Duas são dramas, Tico-Tico no Fubá, dirigida por Adolfo Celi, e Apassionata, de Fernando Barros, de 1952. A outra, É proibido beijar, é uma comédia de 1954 sob a direção de Ugo Lombardi.

Tico-tico no fubá, indicado ao Grande Prêmio do Festival de Cannes, na França, em 1952. Primeira grande produção dos estúdios Vera Cruz, foi um estrondoso sucesso de bilheteria e lançou Tônia Carrero e Anselmo Duarte ao estrelato. A obra foi premiada por láureas hoje já não mais existentes, como o prêmio Saci (filme, produtor e cenografia) e o prêmio Governador do Estado de São Paulo (ator coadjuvante para Modesto de Souza, montagem e arranjo musical). 

Trata-se de uma biografia romanceada do popular compositor Zequinha de Abreu (1880-1935), conhecido por canções como Branca, Aurora e a que dá nome ao filme. Funcionário público da cidade e noivo de Durvalina, ele vivia sossegado até conhecer a amazona Branca, que chegou à cidade com um circo, e começar um romance com ela. Ele compõe Tico-Tico no Fubá para ela. Porém, tomado de remorso, termina com a forasteira e se casa com Durvalina. 

Frustrado, começa a beber e já não se lembra da música que compôs e da qual não guardou cópia. Estimulado pela mulher, muda-se com a família para tentar a sorte em São Paulo. Passa a perambular por ruas e becos, tocando de bar em bar para sobreviver. Anos depois, já envelhecido, reencontra sua grande paixão em uma festa de réveillon. 

Apassionata tem direção de Fernando de Barros. Além de Tônia, compõem o elenco Anselmo Duarte, Alberto Ruschel, Zbigniew Mariaw Ziembinski, Abílio Pereira de Almeida, Salvador Daki, Edith Helou, Josef Guerreiro, Dina Lisbôa, Netto Lima e Paulo Autran. O filme foi merecedor dos prêmios da Associação Brasileira de Cronistas Cinematográficos e do Saci, para o melhor ator do ano, Alberto Ruschel.

O roteiro começa na noite de consagração de Sílvia Nogalis como grande pianista intérprete de Appassionata, de Beethoven. No entanto, ela é surpreendida pela notícia do suicídio de seu marido, o famoso maestro Hauser. As suspeitas de assassinato recaem sobre Sílvia e Rogério, seu motorista particular. A governanta da mansão do casal é a principal testemunha de acusação. Para preservar sua imagem e fugir da exposição à imprensa, Sílvia recusa uma nova turnê de apresentações e retira-se para um lugar junto ao mar, onde conhece Pedro, diretor de um reformatório de jovens delinquentes, e por quem se apaixona. 

Um mal-entendido entre Sílvia e Nélio, um dos rapazes do reformatório, faz com que Pedro deixe de acreditar em Sílvia, que então viaja à Europa para uma turnê de concertos. Em Estocolmo, ela conhece Luiz Marcos, um pintor brasileiro que faz seu retrato e se apaixona por ela. Casados, retornam ao Brasil, mas a péssima recepção artística, o ciúme doentio e as intrigas da antiga governanta sobre a morte de Hauser também fazem Luiz perder a confiança nela. Na noite de mais uma apresentação de Sílvia tudo se esclarece: Pedro consegue arrancar da governanta uma prova do suicídio do maestro; Luíz rompe com Sílvia, tomado que está pelo ciúme, e a desconfiança; e Sílvia decide viver só, tendo apenas a música como companhia.

A comédia É proibido beijar, dirigida por Ugo Lombardi, também em P&B, reúne Tônia, Mário Sérgio, Zbigniew Mariaw Ziembinski, Otelo Zeloni, Inezita Barroso, Vicente Leporace e Renato Consorte. No filme, Eduardo, um reles cronista social de São Paulo se vê envolvido com June, a filha de um milionário norte-americano que chegara ao Brasil disfarçada de atriz hollywoodiana. Ao se apaixonar pelo repórter, June fica proibida de beijá-lo, caso contrário Steve, seu pai, perderá a aposta para o milionário Harry: a de viver cinco dias no estrangeiro às custas de um homem, sem lhe dar um beijo sequer. Eduardo perde o seu emprego no jornal, Harry se apaixona por Suzy, a ex-noiva de Eduardo, e entre passeios, bailes e uma gincana no Guarujá, muitas são as trapaças e as tentativas para impedir a vitória do concorrente. 

O acesso à plataforma de streaming Itaú Cultural Play é gratuito e pode ser feito por dispositivos móveis IOS e Android, e pode ser acessada pelo site.

Sinergia com a Ocupação Tônia Carreto 

No dia 13 de agosto, às 11h, abre para o público, no Itaú Cultural, a Ocupação Tônia Carrero, com exposição que permanece em cartaz até 6 de novembro. Ela celebra o centenário da atriz em sinergia, durante este período, com mostra de filmes na plataforma de cinema brasileiro Itaú Cultural Play, encenação de Navalha na Carne, com Luisa Thiré no papel da prostituta Neusa Sueli, interpretada por sua avó na década de 1960; leitura dramática das memórias da atriz em seu livro O Monstro de Olhos Azuis, na atuação de seus netos, e uma série de quatro episódios do teleteatro, Tônia, um corpo político, sob direção de Fabiano Dadado de Freitas. 

SERVIÇO:  

Itaú Cultural Play – Mostra Tônia Carrero

12 de agosto de 2022 (sexta-feira)  

Em www.itauculturalplay.com.br  

Tico-tico no fubá (1952)

De Adolfo Celi 

Duração: 104 minutos 

Classificação indicativa: 12 anos (drogas, violência e medo) 

Apassionata (1952) 

De Fernando de Barros 

Duração: 94 minutos 

Classificação indicativa: 14 anos (drogas lícitas, violência e medo) 

É proibido beijar (1954) 

De Ugo Lombardi 

Duração: 83 minutos 

Classificação indicativa: 12 anos (drogas lícitas, violência e medo)

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