Data: 08/03/2021 11:17 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

'Se não for protagonista, que esteja junto', diz Casagrande sobre governo

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), avalia como "bem importante" a criação de um grupo nacional de trabalho contra a covid-19 no País


Nós estamos em uma situação da pandemia que é de guerra, nós não estamos numa briguinha política menor", disse Casagrande
Nós estamos em uma situação da pandemia que é de guerra, nós não estamos numa briguinha política menor", disse Casagrande

Crédito: Secom-ES

O grupo deveria envolver as presidências do Congresso Nacional, governadores e o Ministério da Saúde - a fim de tomar medidas contra o avanço da doença no País. "São decisões que seriam muito importantes de serem tomadas em conjunto até para ter junto o Ministério da Saúde ou o governo federal. Se não for numa proatividade, se não for protagonista, mas que estejam juntos nessas medidas", disse Casagrande em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Para Casagrande, a falta de adesão do presidente Jair Bolsonaro a certas medidas para conter a doença gera "um debate desnecessário" e "inviabiliza certas medidas". "Nós estamos em uma situação da pandemia que é de guerra, nós não estamos numa briguinha política menor", disse.

Nesta segunda-feira, 8, está prevista uma reunião do grupo de governadores com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para tratar da contratação de imunizantes e cronograma de vacinação contra o novo coronavírus. Segundo o governador, a participação do Poder Legislativo neste grupo de trabalho poderia ajudar a coordenar e acompanhar o calendário de vacinação contra a covid-19.

"Desde o início da pandemia, a gente (governadores) pede ao presidente da República que coordene uma ação que seja nacional" afirmou Casagrande. Sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal de conferir liberdade aos governos regionais para definir estratégias mais restritivas no combate à doença, o governador do Espírito Santo avalia que "não foi uma medida equivocada". "Os Estados têm autonomia, mas isso não tira também o trabalho e a responsabilidade do governo federal", completou.

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