Data: 18/05/2022 11:32 / Autor: Redação / Fonte: Sea Shepherd

Boto-Rosa pode ser extinto caso legislação não seja mantida

Legislação brasileira que protege os animais vence em Junho


Boto-Rosa
Boto-Rosa

Crédito: Divulgação

E´ estimado que as populac¸o~es de botos da Amazo^nia diminuam pela metade a cada 10 anos. Neste ritmo, se na~o tomarmos nenhuma medida, especialistas afirmam que esta espe´cie tende a ser extinta em apenas algumas de´cadas.

Uma das ameaças recentes a este golfinho de rio tão icônico é a matança intencional por pescadores para o uso de sua carne como isca para a pesca da piracatinga, um peixe bagre que não é de consumo típico de amazonense, e possui valor comercial no Brasil. Jacarés também são ilegalmente usados como isca para a captura deste peixe.

A piracatinga e´ exportada ilegalmente para a Colo^mbia, ou segue rumo ao pai´s via seu vizinho do Peru. O come´rcio de piracatinga na Colo^mbia e´ proibido, ja´ que este e´ um peixe com altas concentrac¸o~es de mercu´rio e outros to´xicos danosos a` sau´de.

A morte intencional de botos e´ um ato ilegal desde 1988, assim como a morte de jacare´s, portanto seu uso como isca, assim como o come´rcio deste peixe na Colo^mbia, sa~o pra´ticas permanentemente ilegais.

Desde 2015 ha´ uma morato´ria tempora´ria que proi´be a pesca e comercializac¸a~o da piracatinga no Brasil. Esta morato´ria esta´ prevista para acabar em junho de 2022.

Desde outubro de 2021, a Sea Shepherd atua na Amazônia para a conservação dos botos. Os cientistas da Sea Shepherd se uniram a cientistas renomados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), que lideram a pesquisa científica mundial sobre o boto rosa, como é popularmente conhecido, ou boto amazônico (Inia geoffrensis)

e o tucuxi (Sotalia fluviatilis), e começam a aprofundar suas pesquisas, que já indicam que essas espécies necessitam constar na lista de risco crítico de extinção pela International Union for Conservation of Nature (IUCN) para receberem a proteção ambiental que necessitam na região.

A pesquisa tem o cunho de informar a sau´de populacional e densidade destas espe´cies e influenciar uma possi´vel extensa~o do peri´odo de vige^ncia da morato´ria, prevista para terminar ainda no final de junho de 2022.

Para aumentar a conscientizac¸a~o do brasileiro sobre os perigos a` espe´cie, a Sea Shepherd lanc¸a neste dia 20 de maio o mini documenta´rio

Rota Vermelha: Crimes na Amazônia Rio Adentro, de produção própria e direção de Bruna Arcangelo - que estava embarcada na última expedição da pesquisa em Março deste ano.

O filme apresenta esta prática, e junto inicia uma petição para a população brasileira exigir pela permanência da moratória para a proteção dos botos da Amazônia. A Sea Shepherd contará com uma divulgação global do documentário para aumentar a conscientização sobre o tema para o mundo.

A premie´re mundial do filme sera´ no dia 20 de maio, a`s 19hs.

O filme sera´ transmitido de maneira virtual a partir de inscric¸a~o em sua pa´gina de divulgac¸a~o, abaixo:

https://seashepherd.org.br/rota-vermelha-crimes-na-amazonia-rio-adentro/

A petic¸a~o esta´ disponi´vel desde ja´ para quem deseja contribuir com a permane^ncia desta lei:

https://chng.it/JPrtbBsZ

Durante o final de semana de 21 de maio, embaixadores da Sea Shepherd e influenciadores que apoiam a causa compartilhara~o um post conjunto para divulgar a petic¸a~o em suas mi´dias sociais.

FICHA TÉCNICA MINI DOCUMENTÁRIO

Rota Vermelha: Crimes na Amazo^nia Rio Adentro

Durac¸a~o: 15 minutos

Direc¸a~o e Roteiro: Bruna Arcangelo Fotografias e ae´reas: Simon Ager

Som e mixagem: Zastras

Direc¸a~o de Fotografia: Bruna Arcangelo Produc¸a~o: Giselle Reis

Realizac¸a~o: Sea Shepherd Brasil Conteu´do para reproduc¸a~o

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