Data: 04/12/2020 18:33 / Autor: Redação ABCdoABC / Fonte: Estadão Conteúdo

Mourão diz estar pronto para continuar caso presidente for candidato e o quiser

O vice-presidente Hamilton Mourão voltou a afirmar hoje, 04, que aceitaria convite do presidente Jair Bolsonaro para ser vice novamente em uma possível reeleição nas eleições de 2022


Mourão diz que aceitaria convite de Bolsonaro para compor chapa em possível reeleição
Mourão diz que aceitaria convite de Bolsonaro para compor chapa em possível reeleição

Crédito: Reprodução

A aliados, Bolsonaro já deu sinais de que não pretende manter o general como vice em uma eventual chapa daqui a dois anos.

"Se o presidente assim o desejar, e se for candidato a reeleição e desejar que eu esteja ao lado dele, estamos prontos para essa trajetória, apoiando o presidente", disse em entrevista ao jornalista e advogado Paulo Roque.

Questionado sobre a possibilidade de concorrer a outros cargos político, Mourão afirmou que, apesar de rumores, está concentrado em comandar o Conselho Nacional da Amazônia Legal. "Se o presidente não me convidar para ser vice dele, eu hoje não tenho nenhum outro projeto."

Mourão ressaltou que seu relacionamento com o presidente é baseado na "lealdade e disciplina intelectual". Ao citar que guia seu trabalho para assessorar Bolsonaro "na difícil tarefa de governar o País", o vice-presidente foi questionado se estava conseguindo realizar a tarefa.

"Em muitos aspectos sim (consigo ajudar), outros muitas vezes há uma certa incompreensão, mas isso eu coloco sempre fruto das intrigas palacianas que são comuns em todo e qualquer governo", disse. Na visão de Mourão, "o vice-presidente tem que ter a disciplina intelectual para entender quais são as linhas mestras traçadas pelo titular do governo".

"O vice-presidente, apesar de ter nomezinho na urna, vem como força de acompanhamento, mas não como ator principal desse filme", comentou. Recentemente, Mourão e Bolsonaro divergiram sobre assuntos relacionado a vacina contra a covid-19 e as eleições nos Estados Unidos. O vice-presidente destacou que lida com os "ruídos" na relação com Bolsonaro "da forma mais calma possível".

"Eu tenho sido extremamente leal nas minhas atividades, extremamente coerente na minha maneira de pensar e na maneira de buscar assessorar o presidente", disse. "Há um ruído, a gente espera que passe e aí a gente acomoda as coisas, sem fazer daquilo um cavalo de batalha, sem transformar esse ruído em algo muito maior do que ele é, um mero ruído", acrescentou.

Na entrevista, indo na linha contrária de Bolsonaro, Mourão admitiu que o governo falhou em não sugerir uma diretriz única de orientação para os entes da federação no combate à pandemia da covid-19. Para Mourão, não havia outra saída senão deixar gestores locais atuarem.

"Acho que naquele momento talvez o mais eficaz para o governo seria ter colocado uma diretriz e cada ente nacional aderiria a essa diretriz de acordo com as suas necessidades e momento", observou. "Acho que isso foi uma falha que nós tivemos, nós poderíamos ter feito uma diretriz, fizemos isso de forma informal", completou.

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