Data: 23/09/2020 19:33 / Autor: Izabel Rufino / Fonte: Agência Brasil

Tratamento de câncer: estudo revela expectativas positivas sobre o assunto

Quase 65% dos médicos oncologistas acreditam em uma revolução no tratamento da doença em menos de 30 anos


Fiocruz conduziu estudo com onclolgistas sobre tratamento de câncer
Fiocruz conduziu estudo com onclolgistas sobre tratamento de câncer

Crédito: Erasmo Salomão/Ascom-MS

Como forma de observar e investigar algumas percepções dos médicos oncologistas que atuam tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) como no setor privado, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduziu um estudo. A ação contou com a aplicação de um questionário com 21 perguntas, que foi encaminhado no ano passado aos médicos associados a 10 sociedades oncológicas.

No total foram obtidas 821 respostas, estas que ajudaram a entender como os profissionais avaliam as possibilidades de aplicar novas tecnologias no tratamento de câncer, bem como, o acesso da população aos recursos disponíveis atualmente. Importante dizer ainda, que a pesquisa foi coordenada pelo ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antonio Santini, e pelo ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Desta forma, os resultados obtidos sobre uma possível revolução tecnológica nos tratamentos de câncer nos próximos 30 anos, foram os seguintes: 36,29% dos profissionais acreditam que isso é “altamente provável”; enquanto outros 28,66% consideram “provável”; já com índices menores, 14,18% dos oncologistas acreditam em uma revolução, porém não antes de três décadas; além de outros 18,69% que consideram moderadamente provável ou improvável essa hipótese; por fim, 2,18% desconhecem a possibilidade.

Sobre o acompanhamento das inovações tecnológicas, o estudo demonstrou o seguinte cenário: 58% dos profissionais informaram acompanhar regularmente as novidades; enquanto outros 34% fazem isso de forma moderada. No caso da hipótese de incorporação das novas tecnologias no diagnóstico e no tratamento de câncer, as expectativas foram:

  •          Setor privado com 57,77% dos profissionais otimistas;
  •          SUS com 40,74% dos profissionais otimistas.

Para 41,9% dos médicos do setor privado, a principal barreira para a implantação de novas tecnologias é a cobertura dos planos de saúde. Já no SUS, entre as principais dificuldades estão a baixa capacidade de diagnóstico precoce na atenção básica (53,63%), a oferta insuficiente de serviços de diagnóstico (50,29%) e a escassez de recursos financeiros (42,24%).

Estudo avalia expectativa sobre monoterapia

A monoterapia se trata do desenvolvimento de uma terapia capaz de tratar o câncer de forma definitiva. Porém, a maioria dos oncologistas está desacreditado sobre o assunto, conforme revelou o estudo: o índice de improvável foi de 39,12%; já o moderadamente provável foi avaliado por 17,37% dos profissionais; ademais, 7,38% acreditam no desenvolvimento em até 30 anos; por fim, 30,99% creem na possibilidade, mas não antes de três décadas.




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