Data: 15/09/2021 10:57 / Autor: Redação / Fonte: PMD

Compensação previdenciária aumenta receita do IPRED Diadema


Já começou a dar resultados o trabalhou desenvolvido pelo setor de Compensação Previdenciária do IPRED (Comprev), que foi implantado este ano com a finalidade de buscar junto ao INSS os recursos relativos aos servidores que contribuíram durante um período para o regime geral e se aposentaram no regime próprio mantido pelo instituto de Diadema.

O trabalho do Comprev é reunir a documentação de servidores que se aposentaram pelo IPRED e que durante um período também contribuíram para o INSS, para que a entidade passe a pagar a sua parte dessas aposentadorias.

“Se uma pessoa trabalhou 80% do tempo contribuindo com o INSS, ele vai aplicar sua metodologia e calcular o proporcional a ser pago ao beneficiário e repassar esse valor ao IPRED”, explicou Rubens Martins, superintendente do IPRED. Ele diz que para fazer valer a lei que regulamentou a compensação é preciso enviar a documentação comprobatória ao INSS para uma nova análise do caso.

Atualmente, o INSS paga ao IPRED R$ 133 mil mensais referentes à compensação de cerca de 190 processos. Há algum tempo, o IPRED deu entrada com cerca de 1.100 processos pedindo re-análise, mas a maior parte deles ficou parada aguardando o envio da documentação necessária.

Com a estruturação, o Comprev enviou os documentos referentes à cerca de 60 desses processos, e os resultados começaram a aparecer. O INSS aprovou os cinco processos re-analisados até agora, e em setembro ele encaminhou ao IPRED R$ 1,4 milhão. “Eram processos antigos, de servidores que trabalharam muito tempo no regime geral, e agora o INSS repassou os atrasados da parte da aposentadoria que era de sua responsabilidade e que o IPRED estava pagando”, disse Adans Hans Abad, que tem cuidado do Comprev.

A expectativa é a de regularizar a documentação dos outros processos pendentes, para que o INSS faça a devida devolução previdenciária ao IPRED. O trabalho ainda é manual, de análise física dos processos; por isso, está em curso a digitalização desses processos. “Vai ser um avanço tremendo, vamos ganhar agilidade”, concluiu Rubens.

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