Data: 16/05/2022 15:14 / Autor: Renata Nascimento / Fonte: PMD

Tratamento pós covid é fundamental para volta à rotina

Doença pode deixar sequelas físicas e emocionais. O acompanhamento multidisciplinar melhora o prognóstico e traz esperança para pacientes acometidos pela doença


Gilvan Vitorino Silva
Gilvan Vitorino Silva

Crédito: Divulgação/PMD

“Só quem teve a doença sabe, deixa muitas sequelas na gente. Qualquer coisinha cansa a gente, tem muito esquecimento. Eu estava muito ruim e precisava realmente de reabilitação”, avalia o morador de Diadema, Gilvan Vitorino Silva, que contraiu covid-19 em fevereiro de 2021 e iniciou a reabilitação multiprofissional neste ano.

Ao descer uma escada, enquanto pintava a parede de casa, Gilvan viu o mundo girar. Ao ser levado para a Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria Tereza, próxima de sua casa, a suspeita se tornou em confirmação após o teste: ele havia contraído o novo coronavírus.

O aposentado ficou internado por dois dias no Hospital Estadual de Diadema e concluiu o tratamento em casa, em isolamento. Além dele, outros familiares foram diagnosticados: a esposa, o filho, a filha e o genro. Em Gilvan, as sequelas não deram trégua, com problemas cardiovasculares, tonturas, perda de memória, dores, cansaço e depressão. Foram algumas marcas deixadas pela doença.

"Quem teve covid-19 e ainda permanece com alguma sequela deve ser avaliado pela equipe da Atenção Básica, nas UBSs. A partir dessa avaliação e a depender do comprometimento, o usuário poderá ser direcionado para outros níveis de atenção, incluindo, em determinados casos, o acompanhamento multiprofissional", explica a secretária municipal da Saúde, Dra Rejane Calixto.

Vida nova

Em fevereiro deste ano, Gilvan iniciou o acompanhamento pela Rede de Reabilitação Lucy Montoro de Diadema com equipe formada por médico, assistência social, psicóloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, condicionador físico e nutricionista. “Eu cheguei aqui com problema de memória, não podia andar sozinho na rua nem dirigir porque eu sentia tontura na época, podia cair na época. Aqui eu me reabilitei. Não estou totalmente curado porque a memória está prejudicada, mas eu me sinto muito melhor”, afirma Gilvan.

Encontrar profissionais preparados fez a diferença na vida de Gilvan. “O que mais me impressionou aqui foi o atendimento das pessoas, são muitos profissionais dedicados no que fazem. A gente sente um acolhimento muito especial aqui na Lucy Montoro. Cada um se dedicando a oferecer um melhor trabalho. É uma esperança pra gente”, elogiou.

Ele comemora cada conquista. “Agora é outra vida, porque você retorna a fazer tudo o que você fazia antes. Fiquei muito tempo dentro de casa. Hoje eu posso sair sozinho, eu já posso dirigir meu carro. Eu voltei a ter aquela vida que eu tinha antes da covid”, afirma.

Atendimento pós covid

Além da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, Diadema ainda conta com fisioterapia na Santa Casa de Diadema e atendimento multiprofissional no Centro Especializado em Reabilitação (CER), localizado no Quarteirão da Saúde.

Para isso, quem teve covid-19 e permanece com sequelas deve ser encaminhado pela UBS de referência. A equipe de saúde do CER, após triagem, estabelece as condutas necessárias para o processo de reabilitação que conta os serviços de fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, serviço social e psiquiatra.

Casos

Desde o registro do primeiro caso de covid em Diadema, em 24 de março de 2020, foram 47.627 casos confirmados da doença entre pessoas de zero a mais de 100 anos de idade. Destes, 45.694 pessoas estão recuperadas, o que representa 96% dos casos.

Comente aqui